quarta-feira, 15 de março de 2017

CONTO - MARÇO 2017 - "Meu Querido Junq"





“MEU QUERIDO JUNQ”




   




(Brito Santos) / Novembro/2016

Revisão: Luísa Aranha

Capa: Arte & Criação: Wilson Brito

Autores Novos e Veteranos. Divulgue sua obra aqui. Contato: Vânia Livros

Agradecimentos Especiais:
“Sociedade Secreta dos Escritores Vivos”: Bruno Vieira, Sandro Moreira, Bruno Cardoso.

“Curso de Escrita Criativa”: Tiago Novaes.





Para elas, as mulheres: As duas principais mulheres com quem tive a honra, e o privilégio de conviver. Mesmo por pouco tempo, foi um pouco que virou muito, levando-se em conta a qualidade do tempo vivido.
“Mãe, e Irmã” – “Lú..., você quer umbu?”

Mais mulheres: (Professoras) do Curso de Jovens e Adultos da Escola Fundação Florestan Fernandes em Diadema/SP.
Especialmente para “Fátima” (História); e “Ana Paula” (Português/Inglês). Espero reencontrá-las um dia.






MEU QUERIDO JUNQ



“As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física”.





Manoel Junqueira, este era o seu nome. Para seu amor, era “Junq” (apelido carinhoso pois todo casal apaixonado tem essa mania não é mesmo? Ou é “tinho”, ou “vida”.  Alguns, são verdadeiras bombonieres. “Meu pão de mel”, “vem cá docinho de leite”.  Coisas grudentas, desse tipo.

Estavam juntos há alguns anos. O relacionamento ia bem, cogitavam casar-se. Ter filhos? Quem sabe... mesmo que para isso, fosse necessário adotar. Uma união estável, quem poderia impedir? Namorado antigo? Jamais. Justiça? Também não.

Com o problema na embaixada resolvido, comprou uma linda mansão em Atibaia. Tinha posses para isso, vida plena, vida boa.

O escritório de contabilidade funcionava a todo vapor, clientes aos montes. Pensava em expandir, contratar mais funcionários. Pois é. Parece mentira, mas às vezes acontece. A felicidade aparece, vem e fica.

Estavam bem nos negócios, bem no relacionamento, bem com os amigos. Coisa rara na vida de qualquer um, chegava a dar medo.

O médico psiquiatra, Flávio Gikovate, escreveu sobre o assunto em um dos seus artigos: “... as pessoas, ao se apaixonarem, passam a viver em estado de alarme; muitas vezes em pânico, como se algo de terrível estivesse para lhes acontecer”.

Sinceramente? Junq... dava de ombros para isso. Não que ele não respeitasse a opinião do médico, longe disso. Preferia olhar sempre, o lado mais otimista da vida, ver o copo “quase cheio”. Se era assim, com o copo quase cheio, quem dirá, com ele “passado à régua”.

Como vida é ciranda, coisa viva que vagueia, chamava o Chico para cantar: “Roda mundo, roda-gigante, rodamoinho, roda pião, o mundo girou num instante, a roda do meu coração”.

Uma mudança sutil ocorreu depois do feriado. Juntos mais uma vez, como gostavam de fazer, os três amigos fiéis, Carmen Lúcia, Manoel Junqueira e Albano Matoso, passaram um dos finais de semana mais divertidos da vida, como se o futuro adivinho e precavido, os premiasse pelo sofrimento vindouro.
Contrapeso e equilíbrio na balança da mulher que segura a espada.

Se conheciam desde os tempos de colégio, todos os homens naquela época desejavam Carmem Lúcia, também, com aquele corpão. Quando tinha apenas quinze anos, a menina já parecia uma “toura”. “Toura” de touro mesmo! Como se fosse esse o feminino.

Botava umas roupas “Meu amigo”! Aqueles vestidinhos que vem o demônio no tecido, quando a mulher anda, é uma festa ali atrás, todo homem quer entrar mesmo sem ser convidado. Junq, um pouco tímido e sutil, ficava enciumado algumas vezes.

Já Albano, macho alfa, arranca toco pega tudo e estraçalha, brincava com ela dizendo:

“Ah..., se eu fosse mulher! Iria me vingar..., ô; se iria. O que eu faria? Sairia na rua com uma roupa bem provocante, sabe? Tipo essa que você está usando aí. E então, quando aparecessem candidatos, eu iria dar que só, dar sem dó. Dar pra caralho, deixar todos eles moles.
E tem mais... quem não desse no couro, ia colocar na lista. A lista dos broxantes. Para aprender a se garantir”.

Carmem Lúcia ria. Dizia que todo homem era igual, todo homem pensava desse jeito. Bons encontros, bons tempos aqueles.

No recente final de semana, relembraram bons momentos: suas bagunças e curtições de adolescentes, inventaram e criaram novidades. Beberam, comeram, jogaram. Quase uma perfeição. Quase! Dois dos três agora noivos, pelo sim ou pelo não, justa e posta divisão.

No meio da brincadeira, quando estavam disputando uma partida de “Just Dance”, Junq percebeu que Albano, estava a todo momento perto demais de Carmem Lúcia. Conversando mais que o de costume. De início, achou normal. Afinal de contas, a amizade dos três era antiga.

“Será que eles já haviam tido um caso antes? E ele, Junq nunca ficara sabendo? Não, não, não... tira isso da cabeça rapaz, isso é só viagem, apenas viagem. É apenas o excesso de rum, com limão gelo e soda. ”

E foi assim que Junq, começou a desconfiar dos dois. Pouco a pouco. Os atrasos para os compromissos que não aconteciam antes, uma viagem aqui outra li. As ligações em horas estranhas, sempre com descrições ou pelos cantos.

“Quem era? ” “Hã? Nada não... apenas um amigo do trabalho”. A coisa intensificou, ou um copo esvaziou. Ou quem sabe, transbordou. Chegou uma hora, em que ficou insustentável.

A semana decisiva na vida do trio seria aquela. Junq, depois do ocorrido na festa andava muito desconfiado, fez o que não costumava fazer. Uma das coisas que odiava nas pessoas, esgueirou-se por entre os móveis, e, durante uma das ligações, ficou ouvindo atrás da parede.
“Sábado? Está bem. No mesmo lugar de sempre? Na mesma hora de sempre”. No fim a frase que terminou por selar seu destino massacrou seu coração. “Um beijo”! Aquela frase... duas palavras... nunca tinham soado tão dolorosas para ele como desta vez.

Já havia ouvido tantas e tantas vezes, amigos cumprimentarem-se assim, é normal. Mas não ali, não entre eles dois, ele tinha certeza. Intuição, coisas do coração, de quem ama e está apaixonado. “Como ela pode? E ele...esse... porco traidor...aquela... puta e vadia”.

Teve uma ideia: Iria até o encontro acabar com a festa. Surpreenderia os dois, e pronto. Se fosse o caso, desceria o cacete. Afinal de contas, quando o lance é traição, não tem esse negócio de culpa de um, e não culpa do outro.

Tudo safado e sem vergonha, farinha do mesmo saco para citar o dito mais dito de todos os tempos. Para ter dedo na rosca, precisa dos dois. “Da rosca e do dedo”. Estava decidido.

Na sexta-feira de manhã, Junq inventou uma viagem de negócios, disse que só retornaria no domingo. Comprou até mesmo a passagem de avião, mostrou e tudo, para dar credibilidade, queria deixar os dois “pombinhos” bem à vontade.

Assim, sem desconfiar de nada, sem nem imaginar o que estaria esperando por eles. Queria pegar no flagra, ver com os próprios olhos. Todo homem traído merece isso, para limpar sua alma.

Bons tempos aqueles em que às mulheres tinham a dignidade como principal característica. O que aconteceu com as mulheres meu Bom Deus? A culpa foi dela. Sempre dela. Ele sabia, dizia isso para os amigos quando conversavam sobre o assunto.

“A tal: ‘Revolução Feminina’. A culpa sempre foi da ‘Chiquinha Gonzaga'. Maldita Chiquinha Gonzaga, ela e seu piano infeliz. Foi ali que começaram os ‘pancadões’ da vida. Que hoje dominam as grandes metrópoles, e muitas vezes varam as noites das periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo, impedindo todo e qualquer um, de ter uma mínima noite de sono. Imaginou a sua canção mais famosa, uma marchinha de carnaval: ‘Ô abre alas... que eu quero passar...’, tocado com som ao fundo do “Beatbox” puxado pelo DJ. Aquele ‘tchu-tchu-tchu’ horrível e repetitivo feito com a boca, os lábios abrindo e fechando rapidamente, batendo um contra o outro e cuspindo”.

Durante a noite, Junq de propósito aproximou seu corpo deixando claro sua intenção, para ver se rolava alguma brincadeirinha entre os dois. Porém nada aconteceu. Foi como havia imaginado, o fingimento entrou em cena.

“Sinto muito, mas hoje não dá, não estou bem”!
“Não estou muito bem é uma pinoia! ”, pensou Junq. Queria mesmo era guardar todas as forças, todos os seus fluídos, inclusive seu suor, para a traição.

“Filhos duma puta, miseráveis, como podem”. O sono demorou, criou filmes na cabeça, via os dois em kama sutra, outras vezes cabaret.

Na manhã do sábado, como tudo já estava preparado de antemão, mesmo tendo dormido mal, acordou cedo, tomou banho e café. Saiu na hora que disse que sairia, para não levantar nenhuma suspeita.

No beijo de despedida, se manteve frio e calculista, mas não deixou de imaginar aqueles lábios noutro corpo e sua língua noutra carne. Sentiu-se enojado. Cortaria à fria faca, fino fio em franco corte.

Pegou o carro, o peso do pé no acelerador, a arrancada seguida do barulho dos pneus riscando o chão. Sua marca, sua urina, dirigiu até um ponto, em que pudesse fazer a perseguição sem ser visto, à distância.

Nem precisou esperar muito, provavelmente o tesão dos dois estava à flor da pele, “Malditos! Se fosse mesmo viajar, mal teria saído. Não dariam o tempo, nem de tomar o avião”.

Seguiu o carro tranquilo, com toda descrição. Tomando o cuidado de deixar alguns outros veículos entre eles, até chegar no local designado. Quando o perseguido estacionou, fez o mesmo.

Foi aí então que viu, sem querer crer, sem querer ver. Uma flechada, uma agulhada, uma pancada, uma explosão.
Sua desconfiança, suas dúvidas que até então ainda se achavam penduradas no corcovado, segurando em fracas raízes e cipós, caiu de repente.

Uma queda no vazio, uma queda no escuro. Queda funda e sem volta, buraco largo escuro negro. Tudo estava acabado, o destino dos três, selado para sempre.

Só lhe restava uma coisa a fazer, esperou que entrassem na casa, não era um motel. Escolheram uma casa tradicional, um sobrado simples, numa rua de pouco movimento. 

Assim era melhor, mais fácil invadir sem portão um muro baixo.
Caminhou até a entrada, na frente os dois carros estacionados. Um atrás do outro, bem coladinhos. Dando um recado claro, do que estaria acontecendo.

Conferiu a pistola. As aulas de tiro finalmente pagariam seu valor. Para abrir a porta, usaria dois clips, isso era fácil. Praticava de vez em quando até por brincadeira.

Assim que entrou, conforme caminhava ficava tudo evidente. As peças de roupas formando o caminho e a indicação da transa, primeiro as formais, depois as informais...

E por fim, as íntimas. Alguns sussurros, dois gemidos, um pouco baixo ainda lento, dava até um certo tesão, mas o ódio era maior.

O ódio pegou o tesão pelo pescoço, empurrou contra a parede, e com adaga pontiaguda perfurou seu coração, olhou fundo nos seus olhos, sem nenhuma piedade, olhar frio, olhar medonho, um olhar sem emoção.

Subiu as escadas devagar, no andar de cima a porta do quarto estava entreaberta. A respiração ofegante, o cheiro dela, do creme dela, do perfume dela, do corpo dela. Ela em cima dele, cavalgando. O frenesi e a vontade. 

Vasta a fome um do outro, dava até uma certa inveja. Os dois, com os olhos fechados, nem perceberam quando ele entrou. Ficou alguns segundos observando, realmente era linda.

Peitos grandes, rígidos, coxas grossas, bunda avantajada, sacudindo as carnes conforme o corpo se movia para frente e para trás. Gemidos, mais fortes, mais alto. Não permitiria que gozassem! Arma apontada nas mãos trêmulas.

Não estavam firmes o suficiente, mas era perto e não tinha como errar.
Disparos! Um... dois... nela, por trás. Três... quatro... nele, no peito. Cinco... seis... na cabeça dela. Sete... oito... na cabeça dele. Pronto.

Sentou na beira da cama onde um ato sexual acontecia ainda a pouco. O cheiro do sexo agora, misturado ia sendo substituído aos poucos, pelo da pólvora. Latidos vindos da janela. Um funeral a caminho, o final que todos os traidores mereciam e merecem.

Olhou na mesinha ao lado, um papel rabiscado. Não... na verdade uma carta. No envelope “Meu Junq”, com um coração, circulando o nome. Dentro, estava impresso:



Para Manoel Junqueira

“Meu Querido Junq”,

O maior amor que tive em minha vida, por muito, muito tempo.
Meu amor, não pense que estou mentindo por favor. É a mais pura verdade. Estou indo embora sem nada dizer, porque não tenho coragem ainda. Há algum tempo, venho tentando encontrar forças e coragem para te contar, juro que tentei. Por Deus, tentei diversas vezes. Sempre tive certeza do que queria em minha vida, nunca tive dúvidas sobre nada. Você estava certo sobre muitas coisas, só errou em uma. Em me aceitar. Em me deixar fazer parte da sua vida. Nestes três últimos anos, tenho sabido mais que nunca, o que é viver felicidade. Achei até que não conseguiria sentir algo além. Que o nosso amor era o ápice das alturas. O clímax do clímax. Mas não foi assim.
Espero que nos perdoe um dia por isso. Éramos amigos. Sim, éramos. Nossa amizade sempre foi verdadeira. Se estiver lendo essa carta é porque agora já não estaremos aí com você. Planejamos fugir, ir para bem longe, para nunca mais voltar e para nunca mais nos vermos. Seria impossível uma vida nova, com você perto. Então decidimos assim. Assim é melhor ou... menos pior. O que os olhos não vêm o coração não sente, isso é um fato.
De alguém, que te amou com toda a paixão, que cabe em um coração humano.

Albano Matoso de Oliveira.



Sua visão foi ofuscada, tanto água, tanto choro, tão molhado estavam os olhos. Caiu devagar e de joelhos, com a carta na mão, o corpo balançando em pêndulo, então gritou rasgando o ar com um alto estrondo:

- Arghhhhhhhhhhh! Nããããooooo! Não... não... não... – pegou a carta, amassou com os punhos e apertou contra a testa. Ficou assim, alguns segundos.

Pouco tempo depois ergueu a cabeça, ainda zonzo, respirou.
Procurou o resto das forças, por fim levantou devagar e pesado. Ouviu o som de conversas lá fora, sirenes ao longe, pela janela.

Ajeitou um dos corpos na cama, o outro rolou e empurrou para o lado. Como quem se livra do lixo, um saco pesado jogado no cesto.
Tirou toda a roupa do corpo. Ficou nu e deitou-se com o outro corpo na cama arrumados de um jeito, como um casal.

Pegou a arma na mesa ao lado. Olhou para o teto, soluçou e chorou:
– Agora... meu amor... ninguém vai nos separar...
“Meu amor, minha vida... foi meu tudo, foi meu lar. ”... “Meu Querido Albano”.

No chão frio ao lado da cama, o corpo de Carmem Lúcia que já foi um dia tão quente como o sol, mas que agora era uma casca vazia e sem vida, branca e sem cor.
Como sempre tão juntos, quem iria mudar. Não passou mais que um segundo... outro tiro cortou o ar.







quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Menino e a Flor

 

 

O Menino e a Flor

 


Observação:
Escrevi essa pequena história há alguns dias atrás, porém, tive problemas nos arquivos do Sistema Windows, e acabei perdendo-a. Vou tentar reproduzi-la aqui, da forma mais fiel que conseguir. Garanto que a essência será a mesma, apesar de ser impossível lembrar cada palavra e sua localização idêntica nas frases.



O Menino e a Flor


O Menino e a Flor

Para "SS".

 





Baseado no livro: "O Pequeno Príncipe" - de Antoine Saint-Exupéry.

O menino caminhava de cabeça baixa, tentando esquecer de onde vinha tanta tristeza no seu coração. De repente, no caminho que fazia, encontrou uma flor, igual na história do Pequeno Príncipe de Antoine Saint-Enxupéry. Era uma flor tão linda e rara, que rapidamente chamou a atenção do menino.

Os dois começaram a se falar todos os dias, e conversavam sobre as amarguras e as belezas da "VIDA". A flor, apesar de ter alguns espinhos, não deixava de demonstrar sua suavidade e delicadeza. Já o menino, esqueceu da tristeza e ficou muito, muito feliz. Chegava até a contar algumas piadinhas e a flor ria muito, remexendo suas pétalas e folhagens.

Ficaram assim, por dias a fio, e não demorou para se apaixonarem. Cada dia que passava, o amor dos dois crescia mais e mais, o tempo que permaneciam juntos, parecia nunca ser suficiente.

Um dia, para desespero do casal, aconteceu um terremoto que sacudiu e balançou o planeta inteiro. O menino correu para ver se estava tudo bem com sua amada flor, porém, quando lá chegou, viu que havia surgido uma imensa cratera entre os dois. Separando assim, cada qual para um lado.

A flor ficou muito triste e chorou. O menino desesperado, porque a cratera era muito larga, e não dava para saltar. Nosso planeta é gigantesco se comparado ao Planetinha do Pequeno Príncipe.

Ele retirou um lenço branco do bolso e sacudiu no ar, e prometeu que faria de tudo para dar a volta na cratera, custasse o que custasse. A flor então, entendeu, secou suas lágrimas e novamente se encheu de fé e de esperança, e até esboçou um leve sorriso. Pois sabia que voltariam a se encontrar, desde que ela tivesse paciência, desde que ela, o esperasse.

O menino está caminhando até hoje, e não para um dia sequer de seguir na direção do seu grande amor. Ele pensa nela o tempo inteiro, pois guardou na sua cabecinha todas as feições da flor, inclusive, sua alegria e seu lindo "SORRISO".

Estou sabendo que ele encontrou um grande aliado em seu caminho. É um livro mágico, quando ele está muito cansado da viagem, ele pára, e lê. E quando faz isso, ele avança quilômetros e quilômetros à frente na sua jornada.

Todos os que lutam na busca de um grande amor, devem saber disso, e tem que perseverar. Tem de ter fé, e acreditar nas possibilidades futuras e do reencontro. Quando o amor é sincero e verdadeiro, ele dura e perdura.

É como o carvão, que para mudar, sofre pressão. É amassado e prensado por milhares e milhares de anos. Para depois dar lugar a jóia mais linda e bela de todas.

Pois o amor é assim, forte e resistente, cheio de brilho, de pureza e de luz. O amor nunca morre. Quando é verdadeiro, o amor é eterno, dura para sempre, como um "Diamante".








quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PASSAGENS



PASSAGENS


passagens



Algumas pessoas passam por nossas VIDAS e, deixam marcas profundas, gigantescas. O tanto de tempo que estas pessoas ficam conosco, não altera esse fato.

Acho que, alguns de nós sentimos mais a companhia ou a falta do outro. O que não é nenhuma crítica, e nenhuma novidade. Já sabemos que somos belos e brilhantes, pela excelência relevante e distinta das características que cada um carrega. É o que faz de nós, ser quem somos, únicos, seres particulares, seres humanos.

A perda, não é nada boa de sentir. Dependendo dela, de quem, ou do que se perdeu.
Por outro lado, tem um amenizador na história.
Quanto maior o sentimento de perda, prova em equivalência e igualdade, o tamanho da importância daquilo, daquele, ou daquela que se perdeu.

Eu perdi algo. E sei que foi grande. Grande, é pouco. Perdi algo imenso. Tão grande e tão vasto, enorme o vazio, nem que a terra inteira se desmanchasse em “terra”, e enchesse caminhões de transporte de aterro, seriam suficientes para preencher e cobrir esse buraco que agora em mim.
Nessa hora, recorremos aos velhos ditados. Dão sempre um tiquinho de esperança. Pelo menos, para mim.

“Vamos em frente, que atrás vem gente!”




domingo, 25 de dezembro de 2016

OFEREÇA UMA MAÇÃ



OFEREÇA UMA "MAÇÃ"!



maçã


A partir desse Natal e para o próximo ano.

Quando olhar para alguém ao seu lado, um vizinho, um amigo, ou uma pessoa na rua.
Tente não julgar, nem discriminar.


maçã


Faça algo diferente, uma coisa incomum. 
Experimente, e verá que na frente, uma simples mudança será como uma semente.
Que irá florescer, e trará vários frutos, espalhando a beleza e o amor por aí.

Ofereça uma "Maçã"!


maçã



Feliz Natal e, um Ano Novo de Paz e Prosperidade!


OFERECIMENTO: 
HORTIFRUTI
maça








sábado, 10 de dezembro de 2016

ARCA LITERÁRIA



ARCA LITERÁRIA

O que é? E de onde surgiu?


A Arca literária surgiu de uma forma inusitada e até surpreendente.
No começo do ano 2000, duas amigas Ceiça Carvalho e Malu Vieira, que conheciam um grupo de pessoas com necessidades especiais, resolveram ajudar na tentativa de diminuir, e amenizar algumas das dificuldades encontradas por esse grupo.



Decidiram se focar, excepcionalmente no que dizia respeito ao uso da internet. Tendo em vista que, esse ambiente virtual ainda não estava condicionado para esse tipo de necessidade.
Nesse grupo de pessoas, todas eram Deficientes Visuais.
Pensaram em diversas opções, debateram sobre várias formas de ajudar. Estavam decididas a fazer tudo aquilo que estivesse ao seu alcance.
Montaram um grupo dentro do Google (Google Groups), que utilizavam para conversar e discutir sobre literatura. Nesse momento o nome usado pelo grupo, não era ainda o atual. Chamavam-se na época Alexandria Virtual.
Como tudo que é feito com amor e carinho, com verdade e dedicação, e principalmente; quando é voltado para uma boa causa, o grupo cresceu. Rapidamente se tornou um dos maiores grupos do gênero.
Não imaginavam, sequer sonhavam, crescer no tamanho e atingir os números que atingiram. E que você tomará conhecimento logo abaixo.

Em 2001, juntou-se ao grupo Daniele V. Silva, que ajudou na criação do primeiro site. Foi mais ou menos nessa época, que passaram a usar o nome de Arca Literária.
Neste ano de 2016, a Arca Literária completou 16 anos de história. Com parceria firmada com mais de 23 Editoras. Mais de 2 Milhões de acessos, e 70 mil e-mails cadastrados.
Continua com o foco na mesma direção que teve no início. O que se tornou naturalmente sua principal Meta e sua Missão.
“Auxiliar e ajudar pessoas com deficiência visual na utilização e participação de um dos meios de difusão da informação mais importantes da atualidade. "A Internet”.
Ainda em 2016, resolveram concentrar suas forças e suas energias em mais uma ideia pioneira e inovadora. Criar um espaço dentro do site, reservado especialmente para resenhas. Um tipo de resenha diferenciada: Com qualidade, sofisticação e exclusividade.
O ano de 2017 está aí. Independente da parceria que tenho com a Arca. Tenho certeza absoluta, que continuarão a ser sinônimo de trabalho bem feito. Pois volto a dizer o que já foi dito acima.
Tudo aquilo que é feito com amor, que é feito com carinho. Com a verdade que vem do coração, e principalmente com nobres intenções, pensando sempre no próximo. Naturalmente transbordará em luz e em brilho. Atingindo assim, todos aqueles que necessitam e mesmo aqueles que não necessitam. Pois a Arca é generosa, e existe sem a distinção de usuários. Mantém o seu foco nos deficientes visuais, mas todos, sem exceção, foram, e sempre serão bem-vindos.
Venha conhecer a "ARCA LITERÁRIA" você também.
A Arca quer conhecê-lo. Saber com que tipo de conteúdo poderá te ajudar. Saber o que você espera de um site especializado em literatura. Visite o site navegue e conheça. E não deixe de postar suas impressões, seus comentários, suas críticas e sugestões. 

Link Site: www.arcaliteraria.com.br
Facebook: Facebook.com/ArcaLiteraria


Agradecimentos ao portal Nova Escola pelas informações relativas á Deficiência Visual.

Nova Escola: Novaescola.org.br 





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ROSA PENA, MOCINHA OU BANDIDA?





Mocinhas e Bandidas

Estava navegando na internet sem nenhuma pretensão momentânea. Meio displicente, e até distraído, quando me deparei com uma história, que me emocionou de várias formas diferentes.

A incrível história de Helena.
Amiga de infância, e colega de escola da mesma época da autora. A mulher que dá ás vestes, o corpo e a alma para nossa protagonista. 
Em alguns momentos, chegamos a confundi-la com um antagonista. 

Mas se não é o tempero que dá o sabor? Como certa mistura furta cor?

Venha conhecer Helena, através da escrita de Rosa Pena que com palavras tão macias e suaves, nos convida para uma história curta, mas que conta uma vida inteira. 
E ainda há tempo de ouvir, uma bela trilha sonora.

Parabéns Rosa Pena.
De hoje, e para sempre já seu fá. 
Robi Duçantos.

Perfil:


Rosangela Pena nos registros.
Rosa Pena como gosto de ser chamada.
Sou carioca.

Escrever foi uma das alternativas que encontrei para mostrar o meu jeito de agir, ser e reagir diante deste tumultuado mundo contemporâneo.

Ler e escrever. Tentativas de decifrar enigmas. Criar novos.

O sal nosso de cada dia no feijão com arroz.
Comida insossa é piada sem riso.
Rosa Pena


Leia: "Aqui: Mocinhas e Bandidas".

Mais obras, e mais sobre a autora. "CLIQUE AQUI"







sábado, 3 de dezembro de 2016

SOBRE MIM




Sou um homem de 44 anos. Solteiro.  Bem vivido. Dancei muitas festas e também caí muitos tombos. Dois filhos crescidos que já cuidam de si. Estou em busca da realização de um sonho. O mais desafiador, o mais importante, e o mais fascinante de todos. Quero ser "Escritor". Quero transmitir meus sentimentos, pensamentos e emoções. Utilizando como recurso, a palavra.

Sobre o que penso:
Acredito que todos os dias podemos transformar o mundo num lugar melhor. Basta para isso, respeitar e não prejudicar o próximo.
Geralmente, me sinto muito feliz quando acordo. A não ser, quando o tempo está nublado. Me faz lembrar o dia em que perdi minha mãe. Apesar de já ter passado tanto tempo, ainda não superei.
Por isso, sempre que posso, evito colocar mães nas minhas estórias.
Me acho um cara bacana, até divertido. Mas perfeccionista ao extremo, o que acaba causando muitos transtornos. Não vou dizer que eu não minta. Mas apenas quando é realmente necessário. Odeio a mentira contada à toa. Não gosto quando as pessoas mentem, em contrapartida, evito mentir. O mundo seria bem melhor se nós fossemos mais sinceros uns com os outros.
Também converso à beça. Gosto de conversar e não nego.
Cada um de nós, cada ser humano, é um ser único e particular em suas emoções e características. Eu sou fascinado por nós, seremos humanos. Acho que é por isso talvez, que goste tanto de conversar. Cada conversa é uma viagem à parte com cores e sons diferentes, com lugares e caminhos desconhecidos. Eu me jogo e me aventuro, sempre que tenho a oportunidade. Mesmo que caia. Mesmo que machuque. Mesmo que doa um pouco.


Sobre escrever:

Escrever para mim, é viver e morrer mil vezes mais, do que poderia em uma única vida com apenas uma morte.